Nada vale a pena se a janela é pequena. Com essa prosaica paródia de um verso do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), o arquiteto Michel Gorski faz reviver um antigo dogma da arquitetura internacional: janela boa é janela grande.
Exatamente no momento em que janelões pareciam ter perdido força no mercado, ele desenhou apartamentos em que, na sala e nos quartos, as vidraças iam do chão ao teto.
Retomam, portanto, um ponto de vista de arquitetos modernistas, como Vilanova Artigas (1915-1985), que não poupou vidros no projeto para a fachada do edifício Louveira (1946), em Higienópolis. Modelo para uma geração que lapidou investigações sobre conforto ambiental, esse prédio ficou conhecido pela integração entre os apartamentos e a praça Vilaboim.
Comentários
Postar um comentário