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Parto Normal

Nele a mulher participa ativamente do nascimento do bebê, o parto ocorre por via transvaginal e sem necessidade de cirurgia


Pode-se fazer uso de anestesia para diminuir a dor causada pelas contrações, os tipos mais usados são a raquidiana e peridural.

A raquidiana tem ação rápida e pode ser usada no final do trabalho de parto e a peridural pode ser aplicada quando o colo do útero já apresenta alguma dilatação. Se necessário, pode ser feita uma pequena incisão na região do períneo, chamada episiotomia, usada para aumentar a abertura vaginal e facilitar a saída do bebê.

A recuperação do parto normal é bem mais rápida que a recuperação de uma cesariana. Além disso, complicações como hematomas, dores pélvicas e infecções são menos prováveis neste tipo de procedimento.

O que acontece na maternidade

O momento de ir para o hospital é quando a mulher entra em trabalho de parto, ou seja, quando começa a sentir contrações rítmicas em intervalos de mais ou menos cinco minutos, ou quando ocorre vazamento de líquido, que é sinal da ruptura da bolsa.

É hora de ligar pro seu médico e ir para o hospital. Logo que dá entrada no pronto-socorro, você será encaminhada para uma enfermeira-obstetriz, que faz os primeiros exames. Ela escuta os batimentos cardíacos do bebê, mede as contrações e checa a dilatação uterina. A média de dilatação é de um centímetro a cada hora.

Se o obstetra que vai fazer o parto já estiver lá, é ele mesmo quem faz esses exames e já acompanha sua paciente. Depois, fará um exame para checar os sinais vitais do bebê, chamado cardiotocografia, que monitoriza as contrações e os batimentos fetais por 20 minutos. Esse exame é feito também na cesariana marcada, pois as contrações servem para ver como está a movimentação e avaliar o “comportamento” do bebê.

A mulher é então encaminhada para a sala de pré-parto, onde fica sendo monitorada. Esse período pode durar até 24 horas, depende da mulher. “Tem mulheres que ficam lá apenas duas horas e o bebê já nasce!”, diz a Dra Cecília. Mas a média, segundo ela, é de 10 horas. Na sala de pré-parto, a mãe é o tempo todo monitorada. A cada duas horas se mede a dilatação, e conforme ela vai evoluindo, esse intervalo vai diminuindo para uma hora, meia hora e assim por diante.

O ideal para aplicar a analgesia é com 5 a 6 centímetros de dilatação, quando a cabecinha do bebê já está visível (coroamento). Mas a mulher pode solicitar a injeção, caso esteja sentindo muita dor. Ela é então encaminhada para a sala de parto. A partir do momento que ocorre o coroamento, o parto acontece rápido. Depois que o bebê nasce, a mãe fica por mais uma meia hora na sala de parto enquanto seu pequeno será avaliado pelo pediatra.

Se ambos estiverem bem, a mãe pode amamentar o filho em seguida. Especialistas defendem que a amamentação seguida do nascimento é saudável para a mãe e para o bebê, pois ajuda no aprendizado do aleitamento, na criação de um vínculo entre os dois e reduz as chances de hipoglicemia do recém-nascido e de hemorragia uterina no pós parto.

Dor no parto

Um trabalho de parto pode demorar horas a fio, e fique tranquila: a dor não estará presente durante todo esse tempo. Ela será mais e menos forte dependendo do estágio. E para alívio geral da nação, os médicos costumam fazer a analgesia justamente na hora que ela está mais intensa, já no estágio final.

O trabalho de parto é dividido em 3 etapas. Em cada uma delas, a dor é de um jeito:

A primeira etapa é o início do trabalho de parto, quando a dilatação vaginal está com um tamanho entre 2 a 3 centímetros e as contrações acontecem duas vezes a cada 10 minutos. E entenda-se contração como dor. Elas começam devagar, ficam fortes e desaparecem. É uma dor suportável, que se assemelha a uma cólica muito forte. Nada de pânico! Conforme a dilatação vai progredindo, as contrações vão ficando mais frequentes, 4 a cada 10 minutos.

Essa já é a segunda etapa. Nessa fase, as dores podem incomodar. “É uma dor que começa na barriga e se irradia para a coluna. Nesta fase, geralmente, fazemos a analgesia”, explica o ginecologista e obstetra Flavio Garcia de Oliveira, pai de Gabriel, Manoela, Pedro, Lucas e Maria Fernanda. Diferente da anestesia, que deixa a pessoa sem movimentos, a analgesia feita no parto normal é um anestésico injetado na espinha. Não existe uma hora certa para se aplicar na mulher, depende do limiar de dor de cada um. Por isso, respire aliviada. Só não vale dizer que a dor está insuportável no primeiro minuto do primeiro tempo. Quanto mais conseguir segurar, melhor. Quando a dilatação vaginal vai para 10cm, falta pouco para o bebê passar pelo canal de parto e começar a coroar (quando a cabecinha enfim surge lá embaixo).

Terceira etapa! É o momento em que a mulher tem de fazer força para expulsar o bebê. Segundo Dr. Flávio, em muitos casos a mãe esquece completamente da dor, por estar fazendo força para parir a criança. “A maioria das mulheres nem sentiriam a episiotomia”, explica. Enfim, o bebê nasce! Você vai sentir uma cólica, pois o útero ainda está se contraindo para expelir os tecidos formados na gestação. Às vezes, quando a mulher amamenta, a dor pode ser maior ainda, normal. Para fazer a episiotomia (incisão feita na região do períneo (entre a vagina e o ânus) para ampliar o canal de parto), o médico aplica um anestésico local.

Quando o efeito passa, existe o incômodo dos pontos, como em qualquer outra cirurgia. Pode doer um pouco pra sentar, fazer xixi, mas provavelmente seu médico vai receitar analgésicos que aliviam até a recuperação total, que costuma acontecer depois de uns 3 ou 4 dias. A cólica uterina pode durar mais um pouco, até uma semana, principalmente quando a mãe amamenta, quando ocorre a liberação da ocitocina.

Recuperação

A recuperação do parto normal costuma ser menos dolorida e mais tranqüila que na cesariana. A mãe já volta da sala de parto uma hora após ter o bebê. Mesmo com alguns pontos na região peridural, a dor é menor e o tempo de internação é de dois ou três dias, dependendo do médico.

Tanto no parto normal como na cesariana, ocorre sangramento vaginal nos primeiros dias, por isso, não se esqueça de levar absorventes, de preferência do tipo noturno. Logo que vai para casa, a mulher já pode retomar as atividades normais, mas sem exageros.

A região do períneo, preocupação de muitas mulheres, retoma rapidamente a elasticidade que tinha antes. Muitas mulheres têm medo de perder a sensibilidade e a continência, mas isso não acontece. Pouco tempo depois, o músculo já volta ao que era antes da gestação.

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